comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foi o 11º mês consecutivo de alta na comparação anual.
Dos 24 estados monitorados, 23 registraram aumento nas vendas, com destaque para o Nordeste, que apresentou crescimento de 10,3%.
O segmento reúne mais de 1,5 milhão de estabelecimentos e emprega cerca de 5 milhões de pessoas, o equivalente a 7,9% dos postos de trabalho do país. Presente em todos os municípios brasileiros, o setor também contribui para movimentar a economia local e atender à demanda gerada pelo turismo.
Alimentação ganha protagonismo na alta temporada
Durante os períodos de férias, a participação dos bares e restaurantes no faturamento turístico se torna ainda mais expressiva. Em janeiro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou que o segmento responderia por quase 45% da receita do turismo na alta temporada 2025/2026.
Segundo a FecomercioSP, as viagens ganharam espaço nas prioridades das famílias após a pandemia, mas as decisões continuam condicionadas ao orçamento disponível. Quando os custos das passagens aéreas aumentam, por exemplo, parte dos viajantes opta por deslocamentos de carro e destinos mais próximos de casa.
Esse comportamento favorece cidades que conseguem combinar atrativos turísticos, gastronomia e experiências de lazer, ampliando as oportunidades para negócios locais.
Visitantes estrangeiros e eventos devem impulsionar 2027
O turismo internacional também contribui para os resultados do setor. De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil recebeu 6,4 milhões de visitantes estrangeiros entre janeiro e agosto de 2026. No período, esses viajantes movimentaram R$ 38,7 bilhões na economia.
Para 2027, a realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa, prevista para junho e julho, integra o calendário de eventos com potencial de estimular viagens e o consumo em diferentes destinos brasileiros.
A avaliação da Abrasel é que a competição e outras iniciativas previstas para o próximo ano podem contribuir para manter o nível de atividade alcançado em 2026. A expectativa, porém, é de consolidação dos resultados, e não necessariamente de um novo salto no faturamento.
Custos pressionam a rentabilidade
Apesar do crescimento nas vendas, o cenário financeiro permanece desafiador para parte dos estabelecimentos. Dados da Pesquisa Nacional de Conjuntura Econômica da Abrasel indicam que 42% dos negócios operaram com lucro em julho, enquanto 20% registraram prejuízo. Em dezembro de 2025, a parcela de empresas lucrativas era de 47%.
O quadro mostra que o aumento da demanda não se traduz automaticamente em maior rentabilidade. Custos operacionais elevados continuam pressionando o caixa, enquanto as condições de crédito e o comportamento do mercado de trabalho devem influenciar o desempenho nos próximos meses.
Para bares e restaurantes, o desafio será aproveitar o fluxo de turistas e o calendário de eventos sem perder de vista a gestão financeira. Com o turismo próximo de um novo recorde de faturamento, a alimentação fora do lar segue como uma das atividades centrais para transformar a movimentação de visitantes em negócios e empregos.
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